Quando Jesus Cristo foi crucificado, ali num estadozinho recém-criado e instável chamado Goiás, um punhado de fariseus resolveu fugir para buscar refúgio da ira divina. Resolveram ir pro outro lado do mundo. Só tinha um problema: o outro lado do mundo era muito longe, corriam o risco de sair de Goiás.
Lá pelas tantas chegaram a um impasse: tudo e até a morte... mas não Minas Gerais. Por outro lado, poderiam ir ao inferno e voltar... mas Bahia nãããão...
Instalaram-se então no meio do caminho, fundaram o Núcleo Rural do Cocozim. Era pra ser côcozim, mas não botaram acento e se escreveu errado e não leu... dava na mesma, eram todos analfabetos.
Segunda, segundo levantamentos estatísticos prévios que duraram quase três minutos, tinha a maior concentração de pé-de-pequi por quilômetro quadrado.
Graças a Deus, eles acabaram com TUDO!
Mais tarde um mineiro passou por ali, conheceu a história e... sim, era mineiro, mas dizem as más linguas que tinha um assessor que era pior que goiano: era goiano fugido, e sabia a exata localização do paradeiro dos errantes, então achou-os fácil. Daí o mineiro, vendo toda aquela bonança, ficou com inveja e só de raiva deu na pecha de denunciar a terra prometida. Mandou que riscassem um quadrado em volta e chamou aquilo de Distrito Federal.
Aliás, notaram? O mineiro mandou riscar um QUADRADO! Mas em terra de fazendeiro, quem tem geometria na verdade não tem é nada, daí deu no que todo mundo hoje sabe que deu. Dizem que os goianos ainda assim quiseram fugir, então para segurá-los lá, o tal mineiro prometeu um avião para levá-los ao tão sonhado outro lado do mundo. Um avião tão grande que caberiam eles todos - e mais um monte de pequi. Só tinham que esperar o piloto, que ia se atrasar, mas que um dia aquilo iria voar. Dizendo isso, construiu uma cidade com formato de avião em volta dos goianos, e um dia mostrou a foto aérea, coisa moderna naqueles tempos, recém-chegada de sabe-se-lá-onde. Ainda convenceu os goianos de que estavam na primeira classe - era malandro, o tal mineiro.
Em alusão, chamou-se aquilo de Plano-piloto. os refugiados é que sabiam a verdadeira razão do nome, que só agora se revela e, aos outros, o mineiro inventou várias versões. Tem gente que diz até que é porque estaria situado num plano, o que é visivelmente absurdo! Se assim fosse, nunca se teria visto um plano com tantos altos e baixos - apesar de que naqueles tempos, em terra de fazendeiro, quem sabia topografia não sabia era nada, então seria até possível. Que sirva de testemunha o que chamaram de "Vila Planalto", que fica no ponto mais baixo da cidade, mas enfim...
Fato é que, por qualquer razão que seja, o tal avião nunca teve piloto. Ou, se teve, era no máximo piloto de kart, e kart infantil; não sabia conduzir um avião.
========= tubí continuédi ==========
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